sábado, 3 de dezembro de 2016

segunda-feira, 6 de junho de 2016

cada corte da navalha ilegítima
sangra a carne dos insistentemente calados que gritam
de dor e ódio e o vermelho
que foge de suas veias
nunca mais será segredo

domingo, 10 de janeiro de 2016

domingo, 15 de novembro de 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

o cuidado que se aplica
forma de gelo à mão
entre a pia e o congelador
num olhar

sábado, 7 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ando suspeito
que o lirismo mesmo
mora o deserto povoado
entre
signos e

todo silêncio é lírico

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Fato e delírio

Tão falando por aí
que nosso amor é errado
que sem contrato não há garantias

A gente trepava e ria

Tão falando do absurdo
que é dizer não pra posse
que é dizer não pros nomes

A gente sambava e ria

É pura provocação
Uma farsa arquitetada
Logo acaba, é temporário
Nosso amor é impossível

A gente também sofria

Nossos fios de lágrimas
dão as mãos e fazem rio
e somos fortes o bastante
Pra um mar de amor

Nosso amor é fato e delírio

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cada máscara que usamos,
firme, adere à nossa cara.

A cola rasga um pouco a pele a cada troca.

Não somos mais
que carne viva.

terça-feira, 8 de julho de 2014