quarta-feira, 22 de maio de 2013

7 anos de Pequenos Delitos

Normalmente posto apenas poemas, sem comentários ou outros tipos de texto. Hoje, no entanto, a coisa será diferente. Neste mês o Pequenos Delitos comemora 7 anos de atividade. Neste tempo muita gente passou por aqui; algumas continuam passando, outras não. Agradeço sinceramente a todos. Desde o começo sempre tive bem claro pra mim que a parada aqui do blog era algo descompromissado, rascunhado mesmo. E assim é até hoje. Paralelamente, sempre tento reescrever meus textos, com a devida calma e tempo necessários à poesia. Alguns deles voltam reescritos aqui pro blog, mas a grande maioria continua exatamente como foram publicados. Gosto de ter os dois registros. Em agosto deste ano o Pequenos Delitos vai virar livro. Será publicado pela Editora Patuá (www.editorapatua.com.br) - que tá fazendo um trabalho ducaralho - e fará parte da Coleção Patuscada, que publicará, ao longo dos próximos meses, doze livros de poesia de autores inéditos. A coleção recebeu o prêmio ProAC – 2012 - Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – e sua tiragem inicial será de 1,5 mil exemplares de cada título, totalizando 18 mil exemplares impressos no fim do projeto. Desse total, 3,6 mil exemplares (20% de cada título) serão distribuídos gratuitamente para as Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo. Os livros também estarão com preços populares nos lançamentos e, após três meses de cada lançamento, os e-books ficarão disponíveis para download gratuito no site da Revista Germina Literatura. Como eu disse, os textos que vão pra página impressa não são os mesmos que aqui estão: são quase os mesmos. O blog foi o ponto de partida para o livro e justamente por isso cada comentário, cada acesso, cada retorno que recebi aqui foram todos importantes para as decisões que tomei no livro. Por isso agradeço imensamente a todos que foram meus comparsas na prática de cada um destes delitos. Divido a culpa com todos vocês. Segue abaixo um poema, escrito por um grande amigo, que vem a calhar neste momento:

TEMPO

Quanto tempo pensando no tempo.

O que tu és, oh! Nobre vingador
Tira-nos a vida, nos dá a memória.
Apagas a sombra da dor.
Transformas tudo o que tocas em história

Perco tempo entendendo o tempo.

Desgasta-me e me ensina.
Como podes existir senão em mim?
Eu me destruo, ou me ilumina?

Ganho tempo entendendo o tempo.

Não te vejo, não te sinto,
Não afago tuas faces.
Mas me beijas ao passar.
És meu vinho tinto

Que me nutre de sangue a carne
Eu te criei e agora, vens até mim
Tomar-me em teus braços e me levar

Tiago Eugênio