quinta-feira, 23 de março de 2017

Lógica de mercado

o preço do nosso
insistente atraso
ético-ecológico

Hodierno

Um monte de mortos que matam.
encontrar a língua
na sua fragilidade
Eu buscava uma poesia engas
                                               ga
                                                   da
no cessar da luz
lua de lasca de unha
no primeiro dia do ano
não! não quero menos que um olhar
que atravessa o âmago e vai dar
junto sei lá onde
Em meus delírios egoicos
Vejo quem me lê implorando
Com raiva o resto
(do poema, dos livros, da prosa, do tema, da obra, daquilo que de fato tenho pra dizer)
Em vão.

O que me faço em palavras não é mais que palavras

quando a concisão da palavra não me bastar fui ser conciso na vida