"É preciso um acúmulo de forças para dar à luz uma estrela cintilante!"
Tah bom, acredito nisso... mas o Filipinho também me falou pra deixar de ser vagabundo e escrever, mesmo que eu escreva só merda.
PEQUENO: adj., de dimensão reduzida; de baixa estatura; que ocupa pouco espaço; limitado; apoucado; acanhado; mesquinho. DELITO: do Lat. delictu; s. m., facto que a lei considera punível; ofensa à moral; crime; atentado; falta; culpa.
quarta-feira, 19 de março de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Sede e cansaço
Sinto sede
de coisas amargas:
boca de puta, vodka barata
e filtro vermelho
Sinto sede
de coisas sujas:
sarjeta urinada, notas de 1 real
e ambientes engordurados
Vou sedento em busca de saciedade
e como uma grande lesma
escorro minha saliva grossa por onde passo
ando cansado da assepsia cotidiana
de coisas amargas:
boca de puta, vodka barata
e filtro vermelho
Sinto sede
de coisas sujas:
sarjeta urinada, notas de 1 real
e ambientes engordurados
Vou sedento em busca de saciedade
e como uma grande lesma
escorro minha saliva grossa por onde passo
ando cansado da assepsia cotidiana
Tãogente
Tanta coisa tem me tangido ultimamente
e, no entanto, tão pouca me atingido
Talvez eu esteja tímido demais
Ando medroso
evito o toque
Mas o fato é que por mais que eu desvie
e me contorça
e me afaste
o toque acontece
É apenas questão de tempo
até que as marcas apareçam
Me resta esperar:
eis meu atual estado
de corpo
e, no entanto, tão pouca me atingido
Talvez eu esteja tímido demais
Ando medroso
evito o toque
Mas o fato é que por mais que eu desvie
e me contorça
e me afaste
o toque acontece
É apenas questão de tempo
até que as marcas apareçam
Me resta esperar:
eis meu atual estado
de corpo
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Dez Vezes
Pasmo, percebo que um NIKE
Me impediu de presentear
a menina bonita
Fico triste,
eu e a fatura do cartão
Tento, então, jogar a culpa
no tênis velho, rasgado
jogado num canto
apenas tento, pois
comigo sei que ainda vou usá-lo
comigo sei que gosto mais dele
que do outro
comigo sei, amargamente,
que gosto mais dele
que da menina bonita
É que só ele sabe por onde temos andado!
Só ele sabe...
Me impediu de presentear
a menina bonita
Fico triste,
eu e a fatura do cartão
Tento, então, jogar a culpa
no tênis velho, rasgado
jogado num canto
apenas tento, pois
comigo sei que ainda vou usá-lo
comigo sei que gosto mais dele
que do outro
comigo sei, amargamente,
que gosto mais dele
que da menina bonita
É que só ele sabe por onde temos andado!
Só ele sabe...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Travessias
Gostaria de reservar um lugar muito especial para este post. Minha vontade era marcar um x na caixa de cheiro de mato e outro na de perfume de vida, ao invés de clicar em negrito ou itálico. Hoje terminei de ler o livro mais maravilhoso com que já me deparei: "Grande Sertão: Veredas"! Putaquepariu! Difícil falar sobre. Uma vida inteira e à parte, eu estive nele. Materia vital. Páginas feitas de carne humana. Personagentes. Milhões de poesia! Palavras mágicas. Mestre mor de nossa língua: Grande Guimarães: Rosa! Para ele, meia dúzia de palavras basta para extravasar a alma humana. Transbordar qualquer limite conhecido de nossa mente. Brincar com o material da vida. Poesiar... É tanto!, mas tanto!, que nem sei. Naum posso mais do que caleidoscopiar um pouquinho do que ele me deu. Sei que ele é universidade onde só se pode formar amanhã, ou depois, ou até mesmo depois:
"... as coisas importantes, todas, em caso curto de acaso foi que se conseguiram - pelo pulo fino de sem ver se dar - a sorte momenteira, por cabelo por um fio, um clim de clina de cavalo."
"... a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou."
"Viver é etcétera."
"O real não está nem na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia."
"A gente vive eu acho, é mesmo para se desiludir e desmisturar."
"Passarinho cai de voar, mas bate suas asinhas no chão."
"VIVER, NEM NÃO É UM PERIGO?"
"... as coisas importantes, todas, em caso curto de acaso foi que se conseguiram - pelo pulo fino de sem ver se dar - a sorte momenteira, por cabelo por um fio, um clim de clina de cavalo."
"... a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou."
"Viver é etcétera."
"O real não está nem na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia."
"A gente vive eu acho, é mesmo para se desiludir e desmisturar."
"Passarinho cai de voar, mas bate suas asinhas no chão."
"VIVER, NEM NÃO É UM PERIGO?"
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quando a concisão da palavra não me bastar fui ser conciso na vida
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